Considerada a primeira senadora, Isabel era filha de D. Pedro II e da imperatriz-consorte Teresa Cristina
Henschel e Benque/BIBLIOTECA NACIONAL
Ela nasceu em 1846, no Rio de Janeiro, e foi oficialmente designada sucessora do trono em 1850, com apenas 4 anos
ACERVO/BIBLIOTECA NACIONAL
Ao longo da vida, a princesa assumiu responsabilidades como o papel de regente do Império na ausência do imperador
Joaquim Insley PACHECO/Biblioteca Nacional
Isabel só se tornou definitivamente herdeira presuntiva após a morte dos irmãos homens, Afonso Pedro (1845–1847) e Pedro Afonso (1848–1850)
JJOAQUIM INSLEY PACHECO/BIBLIOTECA NACIONAL
Em 1850, o Parlamento se reuniu para a sessão de reconhecimento da princesa Isabel como sucessora de seu pai; ela fez o juramento dez anos depois
Pintura/Victor Meirelles
A princesa assumiu interinamente o comando do Império por três vezes, devido a viagens ou problemas de saúde de Dom Pedro II
Joaquim Insley PACHECO/Biblioteca Nacional
Nos períodos de regência da princesa Isabel, entraram em vigor normas que mudaram a história do país, como a Lei do Ventre Livre e a Lei Áurea
Antonio Luiz Ferreira/IMS
A Lei do Ventre Livre, de 1871, determinou que todos os filhos de mulheres escravizadas nascidos no Brasil a partir dali seriam considerados livres
original da Lei do Ventre Livre/Arquivo do Senado
Foi em seu terceiro período como regente, em 1888, que Isabel assinou a Lei Áurea, abolindo de vez qualquer forma de escravidão no Império
ORIGINAL LEI ÁUREA/ARQUIVO DO SENADO
Isabel casou-se aos 18 anos, em outubro de 1864, com o príncipe franco-germânico Luís Filipe Maria Fernando Gastão d'Orléans, o Conde d’Eu
Reprodução/União Monárquica Brasileira
Em 1871, a princesa tornou-se a primeira senadora do Brasil; pela Constituição de 1824, os príncipes eram "senadores por direito" ao atingirem 25 anos
Courtois, J/ Biblioteca Nacional
Mas, mesmo tendo direito ao título, a princesa Isabel não chegou a exercer efetivamente as funções de senadora
Joaquim Insley Pacheco/Acervo IMS
Os senadores chegaram a debater a competência de Isabel, e se a Constituição se referia apenas aos "príncipes" e não às "princesas"
Joaquim Insley PACHECO/Biblioteca Nacional
Com a Proclamação da República, em 1889, a família imperial exilou-se na Europa; dias depois, a imperatriz Teresa Cristina morreu em Portugal
OTTO REES/Acervo Museu Histórico Nacional
A família imperial mudou-se para a França, onde Dom Pedro II morreu, em 1891; a princesa nunca mais voltou a morar no Brasil
Joaquim Insley PACHECO/Biblioteca Nacional
Isabel morreu em 1921, aos 75 anos, e foi enterrada na França; em 1953, os restos mortais chegaram, em navio de guerra, ao Brasil
Acervo/IMS
texto Aline Guedes edição André Fontenelle pesquisa e edição de imagens Rafahel Nóbrega design web Rafahel Nóbrega foto de capa Marc Ferrez/Acervo IMS
Publicado em 29/7/2026
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