Era uma vez um palácio

Há 50 anos, terminava a demolição do Palácio Monroe, que foi sede do Senado de 1925 a 1960

Rossini Perez/Biblioteca Nacional

No coração do Rio de Janeiro, em junho de 1976, um símbolo político do Brasil desaparecia

rossini perez/biblioteca nacional

O Monroe nasceu em 1904, nos EUA, projetado pelo arquiteto Sousa Aguiar

fernando ribeiro/agência senado

Era o pavilhão brasileiro na Exposição Mundial de Saint Louis

reprodução/fundação biblioteca nacional

Premiado nos EUA pela beleza, foi desmontado e trazido de navio para o Rio

papelaria e typographia botelho/ instituto moreira salles

Em 1906, foi erguido no fim da Avenida Central (atual Rio Branco)

arquivo geral do rio de janeiro

Com sua cúpula monumental, virou cartão-postal da capital

coleção gilberto ferrez/ instituto moreira salles

Recebeu bailes e banquetes oficiais, foi sede provisória da Câmara dos Deputados e sediou o planejamento dos festejos do centenário da independência

augusto malta/instituto moreira salles

Em 1925, o Senado deixou o Palácio Conde dos Arcos, sua primeira sede, e se instalou no Palácio Monroe

P. G. Bertichem/Wikimedia Commons

Até 1960, ali se decidiram os rumos do Brasil

reprodução arquivo do senado

Com a inauguração de Brasília, os senadores se mudaram para a nova capital

Correio da Manhã/Arquivo Nacional

O Monroe tornou-se uma sucursal do Senado no Rio, abrigando gabinetes, mas logo caiu em decadência

Correio da Manhã/Arquivo Nacional

O prédio era visto como um entrave à modernização da cidade. Sua demolição entrou em pauta

correio da manhã/arquivo nacional

Em 1975, o Iphan negou uma proposta de tombamento. O Senado devolveu o prédio ao governo federal, que iniciou a derrubada

Correio da Manhã/Arquivo Nacional

Em junho de 1976, a última parede do Palácio Monroe foi ao chão

Reprodução

Hoje, no lugar do Monroe, restam apenas lembranças da antiga sede do Senado

Tadeu Sposito/Senado Federal

texto Ricardo Westin edição Guilherme Oliveira edição de imagens e multimídia Bernardo Ururahy foto de capa Acervo Instituto Moreira Salles

Publicado em 17/6/2026

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